O aluno tem dificuldade em escrever corretamente? Omite letras nas palavras? Então, podemos estar perante um caso de disortografia e, neste caso, deverá recorrer-se a um especialista, pois só este poderá diagnosticar. Saiba mais sobre esta perturbação.

Durante o processo de alfabetização é perfeitamente natural que, pontualmente, ocorram algumas das lacunas referidas. E porquê? Por vezes, por pura distração da criança. Ou por outros motivos que podem não ter diretamente a ver com ela. Os contextos podem ser diversos.
Contudo, há que estar atento a alguns sinais, pois é na persistência dos mesmos que se pode suspeitar de que se está perante um caso de disortografia.
A disortografia é, de acordo com os especialistas, um transtorno de aprendizagem específico com défice na expressão escrita, que afeta a precisão gramatical e da pontuação, a precisão ortográfica e a organização da expressão escrita.
Ou seja, uma criança com esta perturbação não terá uma escrita clara e percetível.

 

Exemplos a ter em atenção

No entanto, defendem os especialistas, é frequente esta perturbação coexistir com outra: a dislexia. Portanto, com défice de leitura.
Assim, é crucial que os pais estejam atentos a determinados sinais indicadores de uma eventual disortografia, pois só assim podem avançar para um processo de ajuda.
Neste contexto, pode dizer-se que há vários sinais indicadores; contudo, dada a complexidade deste tipo de perturbações, só um especialista poderá identificá-las ou diagnosticá-las.
Ainda assim, num caso em que o problema está presente, é comum observar-se que um texto escrito pela criança tenha diversas incorreções de ortografia.

Vejam-se alguns exemplos:
1 – Inversão de sílabas/letras: braco (no lugar de barco)
2 – Adição de sílabas/letras: comere (no lugar de comer)
3 – Omissões: baco (no lugar de barco)
4 – Substituição de letras com sons semelhantes: ferde (no lugar de verde)
5 – Aplicação incorreta de regras gramaticais: brincão (no lugar de brincam)

Sinais e intervenção

Há outros sinais a este nível que ajudam ao diagnóstico, sendo que um dos mais claros e fáceis de identificar é a dificuldade na pontuação. Portanto, nestes casos é comum os textos não conterem pontuação ou conterem pontuação, mas de modo desadequado, tornando os conteúdos confusos.
Também o ritmo lento da escrita e as dificuldades no encadeamento das ideias são outros sinais que merecem atenção.
Refira-se que, apesar da atenção que se deve dar a estes sinais, é fundamental ter em mente que só um técnico especializado – psicólogo, neuropsicólogo, psicopedagogo – pode avaliar a perturbação e trabalhar nela, em estreita colaboração com pais e professores. Sim, é de extrema relevância a colaboração entre as diversas equipas.
No entanto, há que ter em atenção que este tipo de perturbações só poderá ser formalmente diagnosticado após algum tempo (há técnicos a defender dois anos), isto porque há toda uma intervenção a ser realizada antes de qualquer relatório conclusivo.
A intervenção de que se fala traduz-se em várias ações que permitem fazer a despistagem.
Aliás, de acordo com os especialistas, este problema pode estar relacionado com outros. Segundo Tatiana Freitas, terapeuta da fala, se as “dificuldades estiverem associadas ao ato motor da escrita, estas podem ser identificadas como disgrafia”.
Por fim, é relevante indicar que a Cruz Academy tem uma equipa de especialistas que tem vindo a intervir nestas problemáticas. Os nossos psicólogos trabalham em estreita colaboração com pais e professores em casos de alunos com disortografia, com foco no tratamento.

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